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Advogado é preso com 46 kg de maconha cultivados em casa em Jaboatão
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Advogado é preso com 46 kg de maconha cultivados em casa em Jaboatão
Um advogado de 35 anos e um homem de 32 foram presos em flagrante no sábado (31), em Candeias, Jaboatão dos Guararapes, durante uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra o tráfico de drogas. Na residência onde os dois moravam, os policiais apreenderam 46 quilos de maconha cultivados em estufas instaladas em dois dos quatro quartos do imóvel.
Segundo informações divulgadas pela corporação nesta terça-feira (3), além da droga, foram encontrados pés de maconha e materiais utilizados na produção e no acondicionamento da substância. Ambos foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
De acordo com a Polícia Civil, o advogado foi liberado após audiência de custódia realizada no domingo (1º). O outro suspeito passou a responder ao processo com uso de tornozeleira eletrônica. Nenhum dos dois possuía antecedentes criminais.
O delegado João Leonardo, titular da Delegacia de Santo Amaro, informou que os investigados residiam juntos no imóvel. Em depoimento, o homem de 32 anos assumiu ser o responsável pelas estufas e declarou que o cultivo seria destinado ao consumo próprio. Já o advogado afirmou que morava no local de favor, não tinha acesso aos quartos onde estavam as plantas e desconhecia a existência das estufas. Segundo o delegado, o odor da maconha era perceptível ainda na entrada da casa.
As investigações tiveram início após denúncia de que dois homens estariam comercializando drogas na região central do Recife. Conforme o delegado, os suspeitos foram monitorados por cerca de uma semana e apresentavam comportamento considerado suspeito antes de entrar na residência, como dar voltas no quarteirão e circular com o vidro do carro abaixado.
A Polícia Civil estima que o cultivo tenha começado há aproximadamente três meses. De acordo com a apuração, a maconha do tipo “flor”, com maior concentração de THC, era vendida em festas e bares do Centro do Recife. Cada embalagem, do tipo zip lock, era comercializada por valores entre R$ 50 e R$ 70.
Fonte: Diário de Pernambuco
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