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União Europeia e os EUA voltaram a se tensionar após ameaças do Trump sobre a Groenlândia
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União Europeia e os EUA voltaram a se tensionar após ameaças do Trump sobre a Groenlândia
O aumento das tensões entre a União Europeia e os Estados Unidos marcou os debates desta terça-feira (20), após declarações do presidente americano, Donald Trump, envolvendo a Groenlândia. O bloco europeu indicou que adotará uma postura firme diante de eventuais medidas anunciadas por Washington.
A Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca e situado no Ártico, passou a ser citada de forma recorrente por Trump desde o início de seu novo mandato, há um ano. O presidente americano afirma que a ilha possui relevância estratégica para a segurança dos Estados Unidos e para a contenção da influência de Rússia e China na região.
As declarações provocaram reação de países europeus. Oito membros da Otan (incluindo Reino Unido, Alemanha e França) manifestaram oposição ao plano e enviaram recentemente uma missão militar de caráter exploratório ao território.
Após esse movimento, Trump ameaçou adotar sanções comerciais contra países que se posicionarem contra a proposta. O tema foi abordado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que alertou para o risco de deterioração das relações entre europeus e americanos.
Segundo Von der Leyen, a imposição de tarifas entre aliados históricos representa um erro e pode beneficiar atores externos ao bloco ocidental. Ela afirmou que a resposta europeia será articulada de forma conjunta e proporcional.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também presente no encontro, defendeu o uso de instrumentos comerciais como forma de reação e afirmou que os Estados Unidos buscam reduzir a autonomia estratégica da Europa. Macron ainda informou que não há previsão de realização de uma cúpula do G7 em Paris nesta semana, apesar de discussões anteriores.
Diante do cenário de instabilidade diplomática, o Parlamento Europeu decidiu interromper o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, decisão confirmada por lideranças políticas do bloco.
Fonte: Diário de Pernambuco
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