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‘Por que não volta para o Ceará?’: fala de vereadora sobre colega nascida é apontada como xenofóbica
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‘Por que não volta para o Ceará?’: fala de vereadora sobre colega nascida é apontada como xenofóbica
Uma declaração feita durante um debate na Câmara Municipal de Curitiba gerou uma discussão entre duas vereadoras e terminou com uma representação no Ministério Público Federal (MPF). O episódio ocorreu na quarta-feira (5), durante uma sessão que discutia a criação de uma Política de Cadastro Municipal de Pessoas em Situação de Rua.
A vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) questionou a origem de Vanda de Assis (PT), que nasceu em Campos Sales, no Ceará. Durante a discussão, Tathiana perguntou por que a colega não retornava ao estado de origem e afirmou que ela teria ido para Curitiba “encher o saco”.
A manifestação provocou reação imediata de Vanda, que classificou o comentário como xenofóbico. A vereadora afirmou ainda que levaria o caso às autoridades por considerar que a declaração ultrapassou os limites do debate político.
O presidente da sessão, vereador Leonidas Dias (Podemos), interrompeu a fala de Tathiana e desligou o microfone. Ele informou que a parlamentar poderia continuar sua manifestação posteriormente.
Vanda aproveitou a intervenção para explicar sua posição. Ela afirmou que questionamentos sobre o motivo de uma pessoa ter deixado sua cidade ou estado e “voltado” para o local de origem podem configurar xenofobia. Também destacou sua trajetória como nordestina eleita para o Legislativo da capital paranaense.
“Eu sou a primeira vereadora nordestina eleita em Curitiba e um dos papéis que eu vou cumprir aqui é combater a xenofobia”, declarou Vanda durante a sessão.
Após o episódio, foi apresentada uma representação de notícia-crime contra Tathiana Guzella no MPF. A fala ocorreu em meio ao debate sobre uma proposta relacionada ao cadastro municipal de pessoas em situação de rua.
Fonte: Edenevaldo Alves
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