Mais votada de SP, Eduarda Campopiano já agradeceu a Deus pela colonização e associou indígenas ao canibalismo

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Mais votada de SP, Eduarda Campopiano já agradeceu a Deus pela colonização e associou indígenas ao canibalismo

A votação de Eduarda Campopiano (PL) marcou um dos principais resultados para a Assembleia Legislativa de São Paulo nas eleições de 2026. Aos 23 anos, a vereadora de Praia Grande foi eleita como a deputada estadual mais votada do estado, com mais de 1,9 milhão de votos.

A trajetória política de Eduarda começou nas eleições municipais de 2024, quando foi eleita vereadora de Praia Grande com 3.583 votos. Desde então, ganhou espaço principalmente por meio das redes sociais e pela defesa de pautas conservadoras.

Durante a campanha para a Alesp, a candidata defendeu posições relacionadas à família tradicional, à vida desde a concepção e à presença de princípios cristãos na política. Também se posicionou contra pautas progressistas, o feminismo contemporâneo e o que classifica como “cultura woke”.

Na área de segurança pública, defendeu o direito ao porte de armas de fogo e afirmou que a medida poderia ampliar a proteção das mulheres contra a violência. Também se manifestou contra políticas de cotas raciais e contra iniciativas relacionadas ao reconhecimento da prostituição como profissão.

Declarações sobre indígenas

Meses antes da eleição, Eduarda se envolveu em uma polêmica após declarações feitas durante participação em um podcast. Na ocasião, a então vereadora afirmou que agradecia a Deus pela chegada dos colonizadores ao Brasil e associou povos indígenas a práticas como sacrifícios e canibalismo.

Durante a entrevista, ela declarou: “Glória a Deus que colonizaram, glória a Deus que catequizaram as índias”. Em seguida, relacionou a colonização a uma suposta interrupção de práticas que atribuiu aos povos indígenas.

As declarações provocaram reação de integrantes do movimento indígena. A artista e liderança indígena Katú Mirim registrou um boletim de ocorrência por preconceito de raça ou cor. Segundo o registro, ela afirmou que as falas ofenderam a cultura, a história e os povos indígenas.

Campanha e atuação política

De acordo com dados declarados à Justiça Eleitoral, Eduarda informou como ocupação o cargo de vereadora, declarou ter ensino médio completo e não registrou bens. A campanha para deputada estadual arrecadou cerca de R$ 755 mil, com mais de 90% dos recursos provenientes do diretório nacional do PL.

A maior parte das despesas foi destinada ao impulsionamento de conteúdo na internet, estratégia que acompanha a trajetória da parlamentar nas redes sociais.

Na campanha, Eduarda também contou com o apoio do deputado federal Lucas Pavanato (PL), com quem fez dobradinha eleitoral. Pavanato também teve destaque nas urnas e foi o deputado federal mais votado de São Paulo em 2026.

A votação de Eduarda coloca a parlamentar entre os maiores fenômenos eleitorais da história recente da Alesp. O resultado de 2026 também ampliou a bancada do PL na Assembleia Legislativa paulista, que passou de 19 para 27 deputados eleitos.

Fonte: G1

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Ana

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