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Brasil registra 665 casos de Mpox em 2026; Rio de Janeiro concentra alta recente
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Brasil registra 665 casos de Mpox em 2026; Rio de Janeiro concentra alta recente
O número de casos de Mpox no Brasil chegou a 665 em 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Embora o total esteja abaixo dos registros do surto de 2022, quando foram contabilizadas 10.821 infecções, o crescimento recente de ocorrências no Rio de Janeiro chama a atenção das autoridades sanitárias.
Na capital fluminense, 74 pessoas tiveram diagnóstico confirmado nos meses de setembro e outubro. Os dados do Observatório Epidemiológico municipal apontam 45 casos em setembro e outros 29 em outubro. No mesmo intervalo de 2025, haviam sido registrados apenas dez casos, o que representa um aumento de mais de sete vezes.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde informou que mantém o monitoramento da doença em conjunto com estados e municípios. A pasta também anunciou o reforço dos estoques de vacinas no Rio de Janeiro, com o objetivo de apoiar o controle das infecções e preparar a rede de saúde para o fim do ano, período marcado por maior circulação de pessoas.
A vacinação, neste momento, continua destinada aos grupos prioritários definidos pelas autoridades sanitárias. O ministério também afirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para realizar o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dos pacientes.
O que é Mpox e como ocorre a transmissão?
A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias durante interações próximas e prolongadas. O contato íntimo, inclusive sexual, também pode facilitar a infecção.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dores no corpo, mal-estar, aumento dos gânglios linfáticos e o surgimento de lesões na pele. Essas feridas podem aparecer em diferentes partes do corpo e passam por etapas de evolução até formarem crostas.
Existem diferentes clados do vírus. O clado 1 está associado a quadros que podem apresentar maior gravidade, enquanto o clado 2 esteve relacionado ao surto registrado em diversos países em 2022. Uma subvariante do clado 1, identificada como 1B, foi detectada na República Democrática do Congo em 2023 e passou a exigir atenção das autoridades internacionais devido à sua disseminação.
Existe tratamento para Mpox?
Não há um medicamento específico com eficácia comprovada para todos os casos da doença. O atendimento é baseado principalmente em cuidados de suporte, com controle dos sintomas, tratamento de possíveis complicações e acompanhamento clínico para reduzir o risco de sequelas.
Em muitos casos leves ou moderados, os sintomas desaparecem espontaneamente. As lesões devem receber os cuidados indicados pelos profissionais de saúde, evitando manipular ou retirar as crostas antes da cicatrização.
Como prevenir a infecção?
A principal forma de prevenção é evitar o contato direto com pessoas que apresentem suspeita ou confirmação da doença, especialmente com as lesões na pele e objetos que possam ter sido contaminados.
A recomendação também inclui lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel. Pessoas diagnosticadas devem seguir as orientações médicas e manter o isolamento durante o período de transmissão, evitando compartilhar roupas, toalhas, lençóis, escovas e outros objetos de uso pessoal.
Fonte: CNN Brasil
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