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Caso Epstein provoca prisão de ex-diplomata britânico e amplia crise política
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Caso Epstein provoca prisão de ex-diplomata britânico e amplia crise política
A Polícia Metropolitana de Londres confirmou nesta segunda-feira (23) a prisão de um homem de 72 anos investigado por suspeita de má conduta em cargo público. A corporação não divulgou oficialmente o nome do detido, mas a imprensa britânica aponta que se trata de Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos.
Segundo comunicado oficial, o homem foi detido em um imóvel no bairro de Camden e levado a uma delegacia da capital para interrogatório. A ação ocorreu após o cumprimento de mandados de busca em dois endereços, localizados em Camden e em Wiltshire. No início do mês, propriedades atribuídas a Mandelson já haviam sido alvo de diligências policiais.
A investigação foi aberta após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça norte-americano que mencionam repasses financeiros feitos por Jeffrey Epstein ao diplomata e o possível compartilhamento de informações consideradas sigilosas do governo britânico. Mensagens reveladas indicam que os dois mantiveram contato quando Mandelson integrava o governo do então primeiro-ministro Gordon Brown, em 2009.
Com a repercussão do caso, o ex-embaixador deixou suas funções no Parlamento e se afastou do Partido Trabalhista. Embora tenha declarado anteriormente que se arrependia de sua ligação com Epstein, ele não comentou as acusações mais recentes.
O episódio provocou impacto político no Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer, que havia nomeado Mandelson, afirmou que permanecerá no cargo apesar da crise. A controvérsia gerou divisões internas no Partido Trabalhista e levou à saída de integrantes da equipe de governo.
As investigações relacionadas aos arquivos de Epstein também alcançaram membros da família real. O ex-príncipe Príncipe Andrew foi detido sob suspeita semelhante após a divulgação de mensagens atribuídas ao financista. O Palácio de Buckingham informou que está à disposição das autoridades, enquanto representantes do príncipe William e da princesa Kate manifestaram preocupação com as vítimas mencionadas nos documentos.
Fonte: G1
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