Chuvas diminuem e temperaturas devem subir em Pernambuco no próximo trimestre, diz Apac

  • Home
  • Chuvas diminuem e temperaturas devem subir em Pernambuco no próximo trimestre, diz Apac

Chuvas diminuem e temperaturas devem subir em Pernambuco no próximo trimestre, diz Apac

Os próximos três meses devem ser marcados por redução das chuvas em parte de Pernambuco e temperaturas mais elevadas. A previsão consta no mais recente boletim climático divulgado pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que traça o cenário esperado para o período entre agosto e outubro.

As áreas mais afetadas pela diminuição das precipitações são a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata e o Agreste. Segundo a agência, agosto representa o encerramento da estação chuvosa na maior parte do estado, dando início a um período naturalmente mais seco.

Apesar da tendência de menor volume de chuva, a meteorologista da Apac, Edvânia Santos, explica que episódios de precipitações moderadas ou fortes ainda podem ocorrer de forma isolada, principalmente em municípios do litoral, concentrados em poucos dias.

Para agosto, a previsão indica média de 176,9 milímetros de chuva na Região Metropolitana do Recife. Na Zona da Mata, o acumulado esperado é de 112,4 mm, enquanto o Agreste deve registrar cerca de 58,5 mm. No Sertão, a previsão é de apenas 11,6 mm, e Fernando de Noronha deve acumular aproximadamente 60,6 mm.

Em setembro, os volumes tendem a diminuir em todas as regiões. A expectativa é de cerca de 102 mm na Região Metropolitana, 60 mm na Zona da Mata, 33 mm no Agreste, 9 mm no Sertão e 26,3 mm em Fernando de Noronha.

Já em outubro, a redução será ainda mais acentuada. A previsão aponta aproximadamente 50 mm de chuva na Região Metropolitana, 28 mm na Zona da Mata, 18 mm no Agreste, 12 mm no Sertão e apenas 9 mm no arquipélago.

Além da diminuição das precipitações, a Apac projeta temperaturas máximas acima da média climatológica em Pernambuco durante todo o trimestre.

O boletim também destaca que o fenômeno El Niño deve se intensificar nas próximas semanas, com possibilidade de atingir intensidade forte e, posteriormente, muito forte a partir de outubro. Ainda assim, a agência ressalta que seus efeitos sobre Pernambuco deverão ocorrer de forma gradual e dependerão também das condições do Atlântico Tropical e de outros fatores climáticos.

Segundo Edvânia Santos, a redução das chuvas observada em junho e julho não pode ser atribuída exclusivamente ao El Niño. Ela explica que o resfriamento das águas do Atlântico próximo à costa africana reduziu a atuação dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), sistemas responsáveis por grande parte das chuvas no litoral leste do Nordeste durante o inverno.

Em relação às temperaturas, a meteorologista afirma que ainda não há sinais claros da influência do fenômeno no estado. De acordo com ela, as mínimas registradas neste mês permaneceram dentro do esperado para o inverno pernambucano, com marcas próximas de 14°C em municípios como Triunfo, Sertânia e Venturosa.

Fonte: Folha de Pernambuco

  • Compartilhar

Ana

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recent Comments