Cientista brasileira desenvolve vacina contra tetraplegia e pode disputar Nobel de Medicina

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Cientista brasileira desenvolve vacina contra tetraplegia e pode disputar Nobel de Medicina

Lesões na medula espinhal sempre foram consideradas pela medicina como de difícil reversão, já que a regeneração dos neurônios é limitada e a paralisia costuma ser permanente. Esse cenário, porém, pode começar a mudar com uma pesquisa liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela desenvolveu uma proteína experimental chamada polilaminina, capaz de estimular a reconexão de neurônios lesionados. O tratamento já possibilitou que pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperassem movimentos, algo visto como inédito em quadros graves.

Após quase três décadas de estudos, a equipe criou a substância a partir de proteínas extraídas da placenta humana, importantes para a formação do sistema nervoso. Aplicada por injeção diretamente na área afetada da medula, a molécula funciona como uma “cola biológica”, favorecendo o crescimento dos axônios e a reorganização dos circuitos nervosos. O projeto é desenvolvido em parceria com o laboratório Cristália e teve a fase 1 dos testes clínicos aprovada pela Anvisa, etapa voltada à avaliação de segurança e indícios iniciais de eficácia.

Até agora, 16 pacientes obtiveram autorização judicial para receber a aplicação experimental, e ao menos cinco apresentaram melhora parcial dos movimentos. Entre eles estão Luiz Fernando Mozer, que relatou recuperação de sensibilidade poucas horas após o procedimento; um paciente de 35 anos que voltou a mover o pé; e Bruno Drummond de Freitas, que conseguiu voltar a andar. Os procedimentos contaram com coordenação de especialistas, como o neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio. Considerada por parte da comunidade científica como um avanço promissor na medicina regenerativa, a pesquisa ainda precisa de estudos mais amplos, mas já é apontada como potencial candidata ao Nobel no futuro.

Fonte: Diário do Comércio

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Max

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