COMPESA deixa Belmonte sem água e população denuncia abandono e falta de respeito

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COMPESA deixa Belmonte sem água e população denuncia abandono e falta de respeito

A falta de água voltou a castigar moradores de São José do Belmonte, e mais uma vez o problema vem acompanhado de falta de aviso, desorganização e revolta popular. Desde a última terça-feira (15/04), moradores do bairro Cohab estão com as torneiras secas após a COMPESA interromper o abastecimento sem qualquer comunicado prévio.

Sem saber quando o serviço será normalizado, a população enfrenta dificuldades até para atividades básicas do dia a dia, como cozinhar, tomar banho e limpar a casa.

Prefeitura tenta conter o caos

Diante do colapso, a própria Prefeitura tem tentado minimizar os impactos com o envio de carros-pipa, já que atualmente cerca de 70% do abastecimento de água do município é mantido com estrutura própria, através de poços e rede municipal. Os outros 30% sob responsabilidade da COMPESA seguem apresentando falhas constantes — como é o caso da Cohab.

“Não recebemos nenhum comunicado prévio. Nosso telefone não para de tocar com pedidos de carro-pipa. Estamos atendendo como podemos, mas nem sabemos quantos dias esse desligamento vai durar, e ainda temos que abastecer a zona rural”, destacou o secretário de Recursos Hídricos, Erlândio Pereira.

Problema se espalha pela cidade

A crise não se limita à Cohab. A falta de água também atinge a Vila Delmiro, um dos bairros mais populosos do município, onde moradores estão recorrendo a soluções improvisadas, como buscar água em baldes em construções públicas.

“Não temos água nem para o básico. Uma criança não consegue tomar banho para ir à escola. Estamos voltando ao tempo do carro-pipa. Isso é vergonhoso”, desabafou Maria Rosa, moradora da Cohab.

Críticas ao Governo do Estado

A situação gerou críticas duras à atuação do Governo do Estado. O prefeito Vinícius Marques classificou o cenário como um reflexo de abandono:

“O desprezo com Belmonte ultrapassa o limite do tolerável. Estradas destruídas, falta de água de qualidade, serviços reduzidos… e agora desligam o abastecimento sem explicação. Serviço público é para todos, sem distinção política”, afirmou.

Venda da COMPESA levanta questionamentos

A crise também reacende um debate maior. Desde o leilão da COMPESA, realizado em dezembro de 2025, quando a companhia foi vendida por cerca de R$ 23 bilhões, moradores afirmam que o serviço piorou significativamente.

A pergunta que fica no ar é direta:
A venda foi para melhorar o serviço ou para transferir a responsabilidade?

Enquanto isso, em Belmonte, a realidade é uma só:
falta água, falta informação e sobra indignação.

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Ana

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