Conselho da Sudene irá definir aplicação de R$ 50 bilhões em créditos para o Nordeste em 2026

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Conselho da Sudene irá definir aplicação de R$ 50 bilhões em créditos para o Nordeste em 2026

Os integrantes do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) estão agendados para uma reunião no dia 7 de agosto, na qual irão estabelecer as diretrizes e prioridades para a utilização de aproximadamente R$ 50 bilhões provenientes dos fundos FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste). A pauta foi consolidada nesta semana após um encontro técnico envolvendo representantes dos governos estaduais, ministérios, entidades do setor produtivo e representantes dos trabalhadores.

A elaboração das orientações para o FNE 2026 levou em consideração os parâmetros do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), avaliações de desempenho do fundo, recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) e contribuições recebidas por meio de consultas realizadas junto aos Estados e entidades representativas. A previsão orçamentária para o próximo ano é de cerca de R$ 48 bilhões.

Entre as principais diretrizes estão o estímulo às atividades econômicas de micro e pequenos empreendedores, a ampliação do microcrédito orientado, além da definição de faixas específicas de aplicação conforme o porte dos beneficiários e suas regiões. Os projetos ligados ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e ao próprio PRDNE também terão prioridade na alocação dos recursos. Além disso, serão avaliadas diretrizes setoriais específicas.

De acordo com a Coordenação-Geral de Cooperação e Articulação de Políticas da Sudene, a metodologia adotada nos ciclos anteriores resultou em um aumento de 11% na disponibilidade de crédito para micro e pequenas empresas e produtores rurais. Também houve crescimento de 18,5% nos recursos destinados à agricultura familiar por meio do Pronaf.

Caatinga, Transnordestina e ações ambientais

Outro ponto que será discutido pelos conselheiros é a inclusão das ações de recaatingamento como atividade prioritária dentro do âmbito do FNE Verde. A proposta busca fortalecer uma agenda voltada à recuperação ambiental da região, promovendo reflorestamento com espécies nativas, implantação de sistemas agroecológicos e manejo sustentável dos recursos hídricos.

Também será avaliada a aplicação dos recursos do FDNE, cujo orçamento previsto para 2026 é de R$ 2 bilhões. Este fundo é uma das principais fontes para financiamentos de grandes projetos estruturantes na região, como a Ferrovia Transnordestina. Para o próximo ciclo, os recursos deverão priorizar iniciativas nas áreas de serviços avançados em saúde, turismo, instalação de datacenters, além de parcerias público-privadas (PPPs) e concessões relacionadas ao saneamento básico.

Fonte: Blog Carlos Britto

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Redação

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