Justiça Eleitoral cassa mandatos de prefeito e vice em Afogados da Ingazeira

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Justiça Eleitoral cassa mandatos de prefeito e vice em Afogados da Ingazeira

A Justiça Eleitoral determinou, em decisão de primeira instância, a cassação dos mandatos do prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira (PSB), e do vice-prefeito Daniel Valadares. A sentença foi assinada nesta segunda-feira (27) pelo juiz da 66ª Zona Eleitoral, José Anastácio Guimarães Figueiredo Correia.

Além da perda dos cargos, o prefeito, o vice e o ex-secretário de Finanças Jandyson Henrique Xavier Oliveira foram declarados inelegíveis por um período de oito anos. Apesar da decisão, ambos seguem nas funções até que eventuais recursos sejam analisados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.

A decisão judicial teve como base a apuração de um esquema de distribuição irregular de combustíveis durante o período eleitoral de 2024. Segundo o processo, a prática teria sido utilizada para beneficiar apoiadores, com uso de recursos sem comprovação de origem e da estrutura da administração municipal.

As investigações avançaram após a prisão em flagrante do ex-secretário, ocorrida em 4 de outubro de 2024. Na ocasião, foram encontrados com ele R$ 35 mil em dinheiro, além de documentos que somavam mais de R$ 240 mil relacionados a abastecimentos, como notas fiscais, cupons e autorizações. Parte desses registros apresentava a sigla “MJSL”, associada à campanha majoritária.

Na análise do magistrado, houve uso indevido da função pública em benefício eleitoral. A decisão aponta que o ex-secretário acumulava atribuições na gestão da frota municipal e na área financeira da campanha, o que teria configurado vínculo irregular entre recursos públicos e privados.

Também foram identificadas inconsistências na prestação de contas, incluindo despesas sem comprovação e ausência de identificação dos veículos abastecidos. Um dos casos citados envolve o fornecimento de combustível a um caminhão-pipa ligado a uma associação comunitária, sem relação formal com a prefeitura ou a campanha.

As defesas dos envolvidos negaram as irregularidades e afirmaram que os valores apreendidos teriam origem em empréstimo pessoal.

Fonte: Diário de Pernambuco

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Ana

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