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Deputado apresenta pedido de impeachment contra Raquel Lyra na Assembleia Legislativa do Estado
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Deputado apresenta pedido de impeachment contra Raquel Lyra na Assembleia Legislativa do Estado
Um pedido de impeachment contra a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), foi protocolado na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe) nesta segunda-feira (19/1). A iniciativa partiu do deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) e tem como base denúncias envolvendo a empresa de transporte pertencente aos pais da governadora, que teria operado de forma irregular por pelo menos três anos.
A representação agora será analisada pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB). Caso ele entenda que há elementos suficientes, poderá autorizar a abertura do processo e a formação de uma Comissão Especial para conduzir os trabalhos.
No documento encaminhado à Casa, Romero Albuquerque sustenta que a governadora teria cometido crimes de responsabilidade ao permitir que interesses particulares prevalecessem sobre a legislação vigente e o interesse público, em referência à atuação da empresa Logo Caruaruense no sistema de transporte intermunicipal.
A Logo Caruaruense encerrou suas atividades em 16 de janeiro de 2026, após a divulgação de que seus ônibus circulavam com vistorias vencidas desde 2022 e sem o pagamento das taxas obrigatórias para operação. Apesar das irregularidades, entre 2023 e 2025 a empresa recebeu R$ 105 mil em recursos públicos referentes a auxílio-transporte de servidores, sem licitação, segundo as denúncias.
A empresa é administrada pelos pais da governadora, o ex-governador João Lyra Neto e Mércia Lyra. Raquel Lyra integrou o quadro societário até 2018. A frota contava com 50 ônibus cadastrados para o transporte intermunicipal.
Relatório técnico da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) aponta que a última inspeção dos veículos ocorreu em 2022, ano da eleição de Raquel Lyra. Desde então, não houve nova avaliação anual, exigida por norma. O documento também indica que todos os ônibus tinham mais de 10 anos de uso, o que contraria o Decreto nº 40.559/2014, que prevê o cancelamento do registro de veículos com idade superior a uma década. A idade média da frota estaria em torno de 14,5 anos, acima do limite legal.
No dia 16 de janeiro, a governadora anunciou o encerramento das atividades da empresa e informou que as linhas foram entregues à EPTI, que ficaria responsável por garantir a continuidade do serviço e evitar prejuízos à população.
Fonte: Metrópoles
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