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Dia do Trabalhador é marcado por manifestações contra a escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho
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Dia do Trabalhador é marcado por manifestações contra a escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho
Nesta quinta-feira, 1º de maio, o Dia do Trabalhador foi palco de diversas manifestações em várias cidades do Brasil, com foco na luta pelo fim da escala 6×1 — regime que exige seis dias consecutivos de trabalho seguidos de apenas um dia de descanso, atualmente adotado em várias regiões do país. As mobilizações foram organizadas por movimentos populares, partidos políticos e pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), ocorrendo simultaneamente aos tradicionais atos promovidos pelas centrais sindicais.
As reivindicações tiveram como ponto central a redução da carga horária semanal, atualmente fixada em 44 horas. O debate sobre a escala 6×1 ganhou força no ano passado, impulsionado principalmente pelas redes sociais e pelo protagonismo do VAT. A mobilização gerou ampla repercussão na sociedade e na mídia, fortalecendo a discussão sobre condições de trabalho mais humanas.
Em resposta às manifestações, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) foi protocolada há cerca de dois meses na Câmara dos Deputados. A iniciativa, assinada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP), propõe acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada semanal para 36 horas, distribuídas em quatro dias de trabalho. Apesar do avanço na proposição, o texto ainda aguarda tramitação no Legislativo.
Na capital federal, ações como panfletagens ocorreram na entrada da estação central do metrô, localizada na Rodoviária do Plano Piloto — principal terminal de transporte público do Distrito Federal. Giulia Tadini, presidente do PSOL no DF, destacou a importância histórica dessa pauta: “A luta por uma jornada menor sempre fez parte do movimento sindical. Com as mobilizações contra a escala 6×1, ganhamos novo impulso, inclusive com greves em supermercados e fábricas. É fundamental continuar mobilizando porque essa escala é extremamente desumana.”
A PEC apresentada propõe alterações no Artigo 7º da Constituição para estabelecer uma jornada máxima de oito horas diárias e 36 horas semanais, com possibilidade de flexibilização por meio de acordos coletivos. A expectativa é que essas ações contribuam para uma mudança nas condições laborais no país.
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