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Estudo revela que três das dez capitais com mais Escolas em áreas quentes estão no Nordeste
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Estudo revela que três das dez capitais com mais Escolas em áreas quentes estão no Nordeste
O Brasil tem enfrentado ondas de calor intensas desde o início do ano, com temperaturas atingindo níveis recordes em várias regiões. Muitas escolas pelo país ainda carecem de infraestrutura adequada, como espaços verdes e acesso a água, o que poderia ajudar a mitigar os efeitos do calor e aumentar a resiliência climática. De acordo com a pesquisa “O acesso ao verde e a resiliência climática nas escolas das capitais brasileiras”, realizada pelo Instituto Alana em parceria com a Fiquem Sabendo, a Região Nordeste ocupa o segundo lugar no ranking das dez capitais com maior proporção de instituições de ensino localizadas em ilhas de calor.
A pesquisa analisou 20.635 escolas públicas e privadas de educação infantil e fundamental nas capitais brasileiras, revelando que três cidades nordestinas apresentam uma alta porcentagem de escolas em áreas onde as temperaturas são pelo menos 3,57ºC superiores à média urbana.
No topo da lista está Manaus, no Amazonas, que lidera com 77,7% das suas escolas situadas em zonas de calor. Em seguida estão Macapá, no Amapá (76%), e Boa Vista, em Roraima (69,1%). Entre as capitais nordestinas mais impactadas estão São Luís, no Maranhão (4º lugar, com 65,2% das escolas), Recife, em Pernambuco (6º lugar, com 53,3%), e Maceió, em Alagoas (8º lugar, com 48,3%).
Outras cidades nordestinas também aparecem na lista: Teresina (11º lugar) com 35,7% das escolas; Salvador (12º lugar) com 33,1%; Aracaju (13º lugar) com 27,9%; João Pessoa (15º lugar) com 25,7%; e Natal (16º lugar) com 24%. Por outro lado, Fortaleza é destacada como a única capital brasileira com uma proporção muito baixa de escolas em ilhas de calor: apenas 0,26% das instituições analisadas estão localizadas em áreas onde as temperaturas superam a média urbana.
Além disso, o estudo aponta que cerca de 370 mil alunos frequentam escolas situadas em áreas vulneráveis ao risco hidrogeológico. Alarmantemente, uma em cada três capitais enfrenta uma situação crítica, onde pelo menos metade das escolas se encontra em regiões com temperaturas mais de 3,5ºC acima da média urbana.

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