Falta d’água pode ter sido estrategicamente provocada por Governo e Compesa para acelerar concessão

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Falta d’água pode ter sido estrategicamente provocada por Governo e Compesa para acelerar concessão

A crise no abastecimento de água no Sertão pernambucano, marcada por cortes frequentes e atendimento precário da Compesa, vem gerando revolta e perguntas sobre suas causas. Enquanto a população sofre com torneiras secas, cresce entre especialistas e lideranças locais a suspeita de que o problema não seja apenas falha operacional, mas parte de uma estratégia política.

Fontes consultadas e moradores afirmam que, ao mesmo tempo em que o governo estadual tem anunciado intenção de conceder a Compesa à iniciativa privada, tem mantido postura passiva diante do colapso no serviço. Segundo essa leitura, o agravamento deliberado ou a tolerância ao desmonte teria objetivo claro: aumentar o desgaste da companhia pública para tornar aceitável, aos olhos da população, a venda ou concessão da estatal.

A lógica apontada por críticos é simples: quanto mais se intensifica o sofrimento com a falta d’água, maior o repúdio popular à Compesa — e mais fácil fica convencer a sociedade de que a privatização seria a única solução. No Sertão, onde o calor e a escassez tornam a água uma questão de sobrevivência, a sensação entre famílias é de abandono. Há relatos de comunidades inteiras passando dias sem abastecimento, enquanto o governo e a direção da empresa falam em “modernização” e “novos modelos de gestão”.

Para opositores à política proposta, o resultado seria duplo prejuízo: além da privação imediata do recurso essencial, a indignação popular estaria sendo instrumentalizada para legitimar uma mudança estrutural na gestão da água, sem debate público aprofundado. Autoridades negam intenção de provocar a crise, mas o clamor nas comunidades sertanejas pede respostas concretas e medidas urgentes para restabelecer o serviço.

Até que investigações independentes esclareçam as causas do colapso, a sensação de desamparo e a desconfiança política devem permanecer, pressionando por transparência nas decisões sobre o futuro da Compesa e políticas que garantam água com regularidade e dignidade ao povo do Sertão.

Fonte: Sertão Central

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Redação

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