Pernambuco tem 23 reservatórios em colapso e 11 com menos de 1% da capacidade

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Pernambuco tem 23 reservatórios em colapso e 11 com menos de 1% da capacidade

A situação dos reservatórios de Pernambuco exige atenção redobrada neste início de ano. Dados do Geoportal da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) mostram que 23 barragens do estado estão em situação de colapso, quando o volume de água armazenado fica abaixo de 10% da capacidade total. Destas, 20 estão em 13 municípios já declarados em emergência por causa da escassez de chuvas.

Entre os reservatórios com níveis críticos está Jucazinho, o sexto maior do estado, que atualmente opera com apenas 0,83% de sua capacidade. Ao todo, 10 das barragens em colapso são destinadas prioritariamente ao abastecimento humano.

Os demais reservatórios com níveis inferiores a 10% têm finalidades variadas: sete servem ao combate à seca, três são voltados para irrigação, dois para regularização de vazão e um atua na defesa contra inundações, caso de Serra Azul, em Palmares, na Mata Sul, que registra 9,92% de volume.

Segundo o coordenador da unidade de monitoramento de recursos hídricos da Apac, Wagner Felipe, o número elevado de barragens em colapso já era esperado, sobretudo nas áreas mais áridas do estado.

“Essa grande quantidade de reservatórios em colapso já era esperada, porque as chuvas nas regionais foram quase dentro da média. Porém, para que esses reservatórios, principalmente no Sertão, consigam recuperar volume, são necessárias chuvas torrenciais, que muitas vezes causam danos nas cidades, mas depois escorrem para os reservatórios”, explicou.

Do total de estruturas em colapso, 17 estão no Sertão, quatro no Agreste, uma na Mata Norte e outra na Mata Sul. Três desses reservatórios ficam em municípios que não estão oficialmente em situação de emergência.

O cenário é ainda mais crítico em 11 barragens que apresentam menos de 1% do volume total. Em sete delas, o registro é de 0%, todas localizadas no Sertão e destinadas ao abastecimento humano e ao combate à seca.

Fonte: Diário de Pernambuco

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Ana

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