Petrobras suspende perfuração no Amapá após perda de fluido em tubulações

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Petrobras suspende perfuração no Amapá após perda de fluido em tubulações

A Petrobras suspendeu a perfuração do poço Morpho, na Foz do Amazonas, após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares que conectam o navio-sonda ao poço, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O vazamento foi detectado no domingo (4) e, segundo a estatal, foi contido e isolado. As tubulações serão trazidas à superfície para avaliação e reparo.

O Ibama informou que já acompanha o caso e confirmou que não houve vazamento de petróleo. O material liberado foi o fluido de perfuração, uma substância à base de água, com aditivos de baixa toxicidade, utilizada para resfriar a broca e controlar a pressão do poço. A Petrobras afirma que o produto atende aos limites de toxicidade permitidos, é biodegradável e não oferece risco ao meio ambiente ou às pessoas.

De acordo com a companhia, não há problemas estruturais na sonda ou no poço, e a operação permanece em condição de segurança. A empresa também declarou ter acionado o plano de emergência e notificado os órgãos responsáveis.

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, explicou que o vazamento foi provocado por um problema de despressurização e envolveu um fluido hidráulico biodegradável. Ele reforçou que a perfuração ainda não atingiu a camada de petróleo, etapa prevista apenas para fevereiro, e que a Petrobras está em contato com o órgão desde segunda-feira (5). A expectativa é de que os reparos sejam realizados nos próximos dias, com posterior retomada dos trabalhos.

A perfuração faz parte de uma campanha exploratória autorizada pelo Ibama em outubro de 2025, na Margem Equatorial, região que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. O aval é exclusivo para pesquisa geológica e não envolve produção de petróleo nesta fase. A atividade ocorre no bloco FZA-M-059, em mar aberto, a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas, em área de águas profundas.

A Margem Equatorial é apontada pelo Ministério de Minas e Energia como uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás no país. O governo estima que a região possa conter até 10 bilhões de barris recuperáveis, com potencial de produção diária de 1,1 milhão de barris. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética indicam que a Bacia da Foz do Amazonas pode ter 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente recuperáveis.

Fonte: G1

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Ana

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