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Quatro meses após receber verba de R$ 23,9 milhões, Pernambuco segue sem comprar câmeras corporais para a polícia
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Quatro meses após receber verba de R$ 23,9 milhões, Pernambuco segue sem comprar câmeras corporais para a polícia
Apesar de ter sido contemplado com quase R$ 24 milhões em recursos federais para ampliar o uso de câmeras corporais pelas forças de segurança, Pernambuco ainda não deu início ao processo de aquisição dos equipamentos. Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), a contratação permanece em fase de elaboração dos estudos técnicos necessários para a futura licitação.
Os recursos foram liberados por meio de um edital do Ministério da Justiça e Segurança Pública destinado à implantação e ampliação do uso das chamadas bodycams nos estados. A previsão é que Pernambuco adquira 1.463 equipamentos com o valor recebido.
De acordo com o planejamento apresentado, a maior parte das câmeras deverá ser destinada à Região Metropolitana do Recife, que concentra a maior parcela do efetivo policial. O restante será distribuído para unidades de segurança localizadas no interior do estado.
Atualmente, o uso de câmeras corporais ainda é restrito em Pernambuco. Enquanto a ampliação do sistema não ocorre, os indicadores de mortes decorrentes de ações policiais seguem em alta.
Dados oficiais apontam que 90 pessoas morreram em intervenções policiais ao longo de 2025, número superior aos 67 registros contabilizados em 2024. Já nos quatro primeiros meses de 2026, foram registradas 30 ocorrências desse tipo, crescimento de 25% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Além dos índices de letalidade policial, também foram registradas denúncias relacionadas a abordagens consideradas irregulares, encaminhadas à Corregedoria da SDS.
Segundo a pasta, uma equipe técnica da Polícia Militar vem analisando modelos disponíveis no mercado e avaliando requisitos exigidos pelo Ministério da Justiça. Após a conclusão do Estudo Técnico Preliminar, o processo seguirá para a fase de licitação.
Em nota, a SDS informou que a futura contratação observará critérios técnicos, jurídicos e normas de segurança da informação, além dos princípios que regem a administração pública.
Fonte: JC UOL
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