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Saúde mental de médicos acende alerta em Pernambuco
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Saúde mental de médicos acende alerta em Pernambuco
A sucessão de mortes entre médicos em Pernambuco acendeu um alerta inédito no estado. Nove profissionais, homens e mulheres entre 26 e 91 anos perderam a vida em novembro, em episódios que levantam suspeitas de suicídio e revelam um desgaste emocional ignorado na categoria. Em pelo menos quatro casos, as mortes ocorreram nos mesmos dias: 16 e 30 de novembro, o que ampliou a sensação de urgência.
A preocupação se intensificou no Real Hospital Português, onde parte das vítimas trabalhava. Diante do impacto, a instituição fez nesta quarta (10) uma palestra emergencial com o psiquiatra Aldo Castelo Branco, abordando “O suicídio no transtorno depressivo: um problema de saúde pública”. A iniciativa tenta abrir um debate que, até então, permanecia restrito a confidências entre colegas.
Enquanto isso, o Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco) adotou postura discreta: limitou-se a divulgar notas de pesar nas redes sociais, com datas de nascimento e morte dos profissionais. Sem explicações, sem alertas, sem propostas de cuidado. O silêncio institucional tem sido alvo de críticas justamente em um momento em que a categoria mais precisa de amparo.
Nos corredores do Real Hospital Português, relatos de sobrecarga, estresse extremo e quadros depressivos já circulavam entre colegas. Ainda assim, o tema permanecia abafado por medo, tabu e falta de acolhimento institucional. A palestra emergencial pode ser um ponto de virada ou apenas mais um gesto simbólico, caso não venha acompanhado de ações duradouras, como acompanhamento psicológico regular, revisão de escalas e programas de prevenção ao suicídio.
O que Pernambuco enfrenta agora não é apenas luto. É um chamado urgente para rever práticas, implementar suporte psicológico contínuo e romper o tabu que há décadas silencia o sofrimento de quem dedica a vida a cuidar dos outros.
Fonte: Blog do Magno
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