Mais de 6 mil gestores com contas irregulares entram em lista para as eleições de 2026

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Mais de 6 mil gestores com contas irregulares entram em lista para as eleições de 2026

Responsável por auxiliar a análise dos pedidos de registro de candidatura nas Eleições 2026, a lista de gestores públicos com contas julgadas irregulares foi entregue pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (4). O documento reúne mais de 6,1 mil responsáveis que tiveram decisões definitivas da Corte de Contas nos últimos oito anos.

O cadastro é elaborado com base no Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg) e reúne processos encerrados no TCU, sem possibilidade de novos recursos na própria Corte. As informações servirão como um dos instrumentos utilizados pela Justiça Eleitoral para verificar se candidatos atendem aos requisitos previstos na legislação.

Apesar disso, a presença de um nome na lista não impede automaticamente uma candidatura. Caberá ao TSE analisar cada situação de forma individual, verificando se as irregularidades se enquadram nas hipóteses de inelegibilidade previstas em lei.

Entre os nomes relacionados neste ano, a maior parte corresponde a ex-prefeitos e ex-vereadores de municípios de pequeno porte. Segundo o levantamento, aproximadamente 3,8 mil registros estão concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste. Também aparecem 266 pessoas classificadas como politicamente expostas, entre elas 135 vereadores, 114 prefeitos, seis deputados estaduais, dois deputados federais e um senador, incluindo suplente.

Durante a cerimônia de entrega da relação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a cooperação entre os órgãos fortalece a transparência e a confiança no processo eleitoral. Já o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, destacou que o documento resulta de um trabalho técnico baseado no devido processo legal e no direito à ampla defesa.

O banco de dados permanecerá atualizado diariamente pelo TCU até 18 de dezembro de 2026, prazo final para a diplomação dos candidatos eleitos. A relação também ficará disponível para consulta pública no portal do Tribunal de Contas da União, onde partidos políticos e cidadãos poderão emitir certidões para fins eleitorais.

Fonte: TSE

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Ana

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