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Alexandre de Moraes abre prazo para PGR se manifestar sobre perícia da tornozeleira de Bolsonaro
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Alexandre de Moraes abre prazo para PGR se manifestar sobre perícia da tornozeleira de Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encaminhou, nesta quinta-feira (18), à Procuradoria-Geral da República (PGR) o laudo pericial que aponta tentativa de violação da tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na decisão, Moraes abriu prazo de cinco dias para que a PGR e a defesa se manifestem sobre o conteúdo do documento.
No despacho, o ministro determinou o envio dos autos ao Ministério Público e aos advogados do ex-presidente, com intimação formal das partes para apresentação de esclarecimentos dentro do prazo estabelecido.
O laudo foi produzido após a Polícia Federal (PF) identificar indícios de dano intencional no equipamento de monitoramento. De acordo com os peritos, os vestígios encontrados apresentam “características de execução grosseira”, incompatíveis com desgaste natural ou falha técnica.
A investigação aponta que uma fonte de calor concentrado foi aplicada na região de junção da capa plástica polimérica da tornozeleira. Os peritos indicaram que o método empregado possui ferro em sua composição, técnica associada a ferramentas como ferro de solda. Resíduos metálicos também foram identificados na área afetada.
Durante a perícia, a PF realizou testes com ferro aquecido sobre material semelhante ao do dispositivo, obtendo resultados considerados compatíveis com os danos observados. A corporação informou, no entanto, que não foram realizados ensaios com outros tipos de ferramentas.
O episódio foi determinante para a prisão preventiva de Jair Bolsonaro à época, após o Centro Integrado de Monitoração Eletrônica emitir alerta ao STF sobre possível violação do equipamento. O caso ocorreu em meio a uma vigília organizada em frente ao condomínio onde vive a família do ex-presidente.
Em resposta a questionamento do ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal informou ainda que o material periciado será encaminhado ao Serviço de Perícias em Audiovisual e Eletrônicos (SEPAEL), vinculado ao Instituto Nacional de Criminalística, para aprofundamento das análises técnicas.
Fonte: Metrópoles
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