Ato pró-Lula termina em correria após tiro; policial militar tem arma recolhida e é investigado

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Ato pró-Lula termina em correria após tiro; policial militar tem arma recolhida e é investigado

Um disparo de arma de fogo em frente à Universidade Federal de Sergipe (UFS), na noite desta quinta-feira (8), provocou correria durante uma manifestação favorável à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ninguém ficou ferido.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou nesta sexta-feira (9) que um sargento da Polícia Militar é suspeito de envolvimento na ocorrência. O policial foi afastado das funções, e a arma dele foi recolhida. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram pessoas correndo durante o tumulto. Relatos apontam que um homem em um veículo teria efetuado o disparo. O suspeito foi identificado pelo governo de Sergipe como Manoel Messias dos Santos, sargento da PM.

Uma perícia deverá realizar um exame residuográfico no policial para verificar a presença de vestígios de pólvora. A Polícia Civil também pretende coletar e analisar imagens de câmeras de segurança da região, com o objetivo de identificar o veículo e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

O ato foi organizado pelo Diretório Central dos Estudantes da UFS (DCE/UFS) para discutir políticas públicas estudantis, o cenário político-eleitoral brasileiro, a importância do voto entre os jovens e a participação democrática. Os participantes usavam roupas vermelhas e elementos associados ao PT e a Lula.

Em comunicado, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que trabalha para garantir a realização pacífica do processo democrático durante o segundo turno das eleições, respeitando a liberdade de manifestação e a segurança da população.

Posicionamento da universidade

A Universidade Federal de Sergipe informou, em nota, que acompanha o caso e mantém contato com as autoridades de segurança pública. A instituição também declarou repudiar qualquer forma de violência ou intimidação, independentemente da orientação política.

Caso repercute entre autoridades nacionais

O episódio também foi comentado por integrantes do governo federal nas redes sociais.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, associou o suspeito ao bolsonarismo e relacionou o caso a outros episódios de violência política. “URGENTE! Bolsonarista armado dispara contra manifestação de Lula em Sergipe!”, escreveu.

Já o advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou o episódio como violência política e alertou para os riscos da radicalização no país. Em sua publicação, ele relacionou o caso a outros episódios de violência e aos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

A investigação deverá esclarecer a dinâmica do disparo e as circunstâncias da participação do policial no episódio.

Fonte: G1

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Ana

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