Brasil fecha 2025 com superávit na balança comercial e impulso de portos

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Brasil fecha 2025 com superávit na balança comercial e impulso de portos

Os portos brasileiros estiveram no epicentro do desempenho histórico da balança comercial em 2025, garantindo a logística necessária para exportação de commodities e importação de insumos. Com isso, o país encerrou o ano com um superávit de US$ 68,2 bilhões, terceiro maior desde o início da série, em 1989, e com a corrente de comércio totalizando US$ 629 bilhões.

Exportações chegaram a US$ 348,676 bilhões, alta de 3,5% frente a 2024, enquanto as importações somaram US$ 280,4 bilhões, crescimento de 6,7% na comparação anual e superando o recorde anterior de quase US$ 8 bilhões (2022). O desempenho ocorre mesmo diante de tensões comerciais internacionais e de medidas tarifárias nos EUA.

Segundo o Ministério da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os números refletem a atuação de infraestrutura logística como diferencial competitivo. O ministro Silvio Costa Filho destacou que os três maiores superávits da história do país ocorreram nos últimos três anos, evidenciando a capacidade dos portos de viabilizar a produção para mercados externos e, ao mesmo tempo, manter o fluxo de insumos para indústria e consumo interno.

O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a resiliência brasileira em ampliar mercados mesmo em um cenário internacional adverso, citando ações do governo federal para elevar produtividade e competitividade, com iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano.

O avanço da balança foi acompanhado por crescimento sólido do volume de operações portuárias. O balanço do Movimento Portuário (MPor) aponta expectativa de fechamento de 2025 com 1,34 bilhão de toneladas movidas, alta de 3,25% em relação a 2024. Entre 2023 e 2025, o ganho de 150 milhões de toneladas supera, isoladamente, todo o volume movimentado pelo Porto de Santos em 2025.

Entre os itens que puxaram as exportações no fim do ano, destacam-se petróleo (+74%), soja (+73,9%) e carne bovina (+70,5%). Em termos de portos, Santos manteve liderança com alta de 29% na movimentação entre portos públicos de janeiro a outubro, atingindo 119,4 milhões de toneladas. Paranaguá, principal polo do agronegócio, cresceu 13,5% para 55,2 milhões de toneladas, e o Porto do Itaqui (Arco Norte, Maranhão) avançou 7,6%, somando 31,4 milhões de toneladas.

Marcos de infraestrutura que impulsionaram o ciclo incluem o leilão do Túnel Santos-Guarujá, considerado o maior investimento do Novo PAC (R$ 6,8 bilhões), e a primeira concessão do canal de acesso de Paranaguá, que permitirá atracar navios de maior porte e aumentar a eficiência logística.

Fonte: Folha PE

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Max

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