Itália sinaliza aprovação e destrava acordo comercial entre União Europeia e Mercosul

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Itália sinaliza aprovação e destrava acordo comercial entre União Europeia e Mercosul

A Comissão Europeia sinalizou, nesta terça-feira (6), ter obtido o apoio da Itália para a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, abrindo caminho para a formalização do tratado já na próxima semana. O país, ao lado da França, havia bloqueado a conclusão do acordo em dezembro, alegando preocupação com os impactos sobre os agricultores europeus.

A mudança de posição ocorreu após a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, receber uma carta da Comissão propondo acelerar o apoio financeiro de 45 bilhões de euros ao setor agrícola. O ministro da Agricultura, Francesco Lollobrigida, afirmou que a nova proposta prevê aumento dos recursos destinados à agricultura italiana entre 2028 e 2034.

Segundo uma fonte da União Europeia, a Itália deve votar favoravelmente ao tratado em uma reunião marcada para sexta-feira. A Comissão busca o apoio de pelo menos 15 países (representando 65% da população do bloco) para autorizar a assinatura do acordo, possivelmente em 12 de janeiro. Alemanha e Espanha estão entre os principais defensores do texto.

Negociado há 25 anos, o acordo comercial é apontado como o maior já firmado pela União Europeia em termos de redução tarifária. Para seus defensores, o tratado pode estimular exportações europeias diante de tarifas impostas pelos Estados Unidos e reduzir a dependência econômica da China, especialmente no acesso a minerais estratégicos. Polônia e Hungria seguem contrárias ao acordo, enquanto a França mantém posição crítica.

Nas últimas semanas, a Comissão intensificou as negociações com os Estados-membros. Um porta-voz do Executivo afirmou que o bloco está perto de concluir o processo.

Os ministros da Agricultura dos 27 países do bloco foram convidados para uma reunião em Bruxelas nesta quarta-feira. Durante o encontro, os comissários responsáveis por Agricultura, Comércio e Saúde devem apresentar garantias sobre o financiamento futuro ao setor dentro da Política Agrícola Comum, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros.

A proposta de unificar recursos da política agrícola com fundos de coesão regional no próximo orçamento europeu levantou preocupações entre países com forte produção rural. A Comissão também deve discutir regras de importação, como limites para resíduos de pesticidas.

Diplomatas do bloco afirmaram que o tema é considerado sensível, especialmente diante das demandas apresentadas por agricultores europeus.

Fonte: G1

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Ana

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