Eleitor usa revólver para votar e registra a cena; gravação pode configurar crime eleitoral

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Eleitor usa revólver para votar e registra a cena; gravação pode configurar crime eleitoral

Um vídeo que começou a circular nas redes sociais durante o primeiro turno das eleições, neste domingo (4), mostra um eleitor utilizando a ponta de um revólver para pressionar as teclas de uma urna eletrônica. A gravação aparenta ter sido feita pelo próprio homem dentro da cabine de votação.

Nas imagens, o eleitor utiliza a arma para digitar os números na urna e registra a própria escolha. Até o momento, porém, não foram confirmados o local onde a gravação foi feita, o horário da votação ou a identidade da pessoa que aparece no vídeo. Também não havia, até a divulgação das informações, manifestação oficial das autoridades especificamente sobre o caso.

A gravação levanta pelo menos duas questões que podem ser analisadas pelas autoridades: o registro do voto dentro da cabine e a presença de uma arma durante a votação.

Uso de aparelhos na cabine

As regras das Eleições 2026 proíbem que o eleitor leve para a cabine celular, câmera, filmadora ou qualquer outro instrumento capaz de registrar, transmitir ou divulgar a escolha feita na urna, mesmo que o aparelho esteja desligado. Os equipamentos devem ser deixados em local indicado pela mesa receptora antes do eleitor entrar na cabine.

A medida busca preservar o sigilo do voto e impedir que a escolha seja registrada como forma de comprovação. Em caso de recusa em entregar o aparelho, o eleitor pode ser impedido de votar, e a mesa pode acionar a força policial quando necessário.

Restrição ao porte de armas

A regulamentação eleitoral também estabelece restrições ao porte de armas nos locais de votação. A Resolução TSE nº 23.751/2026 determina que a vedação aplicável aos locais protegidos pelas regras eleitorais também alcança civis que estejam portando armas, mesmo quando possuem porte ou licença estatal, ressalvadas as situações previstas na própria norma.

No caso do vídeo, entretanto, ainda não há informações oficiais que permitam confirmar onde a gravação ocorreu, quem é o eleitor ou quais eram as circunstâncias envolvendo a arma.

As circunstâncias do episódio poderão ser investigadas pela Justiça Eleitoral e pelas autoridades responsáveis caso o material seja oficialmente apresentado para apuração.

Fonte: Petrolina em Destaque

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Ana

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