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Médica é afastada após pedir que pacientes não recebessem alta por serem petistas
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Médica é afastada após pedir que pacientes não recebessem alta por serem petistas
Uma mensagem enviada em um grupo interno de profissionais de saúde colocou uma médica do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), no centro de uma apuração administrativa. A profissional orientou colegas a não concederem altas durante o fim de semana do primeiro turno das eleições e justificou que “a maioria é petista”.
Marcella Segato de Sousa Melo atua na área de Ginecologia e Obstetrícia da unidade. O conteúdo da conversa foi divulgado e repercutiu antes de a direção do hospital anunciar o afastamento da médica das atividades.
Na mensagem atribuída à profissional, enviada em referência aos plantões de sábado (3) e domingo (4), ela escreveu: “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”. O conteúdo foi enviado em um grupo interno que reunia profissionais e estudantes da unidade.
Após a repercussão, o hospital informou que adotaria os procedimentos internos necessários para apurar as circunstâncias e o contexto da manifestação. A instituição também afirmou que preferências políticas pessoais não representam a posição do hospital.
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia reforçou que decisões relacionadas à internação, permanência hospitalar e alta devem considerar exclusivamente critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de convicções políticas ou ideológicas.
A profissional, por sua vez, afirmou anteriormente que a mensagem teria sido uma “brincadeira” feita em um grupo privado e negou a intenção de prejudicar pacientes ou estudantes por causa de suas escolhas eleitorais.
O episódio também foi levado ao Ministério Público Federal, enquanto o Conselho Regional de Medicina de Goiás informou que denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são analisadas sob sigilo.
Até o momento, não há informação confirmada de que algum paciente tenha efetivamente deixado de receber alta em razão de sua preferência política. A apuração deverá verificar o contexto da mensagem e se houve alguma consequência concreta no atendimento.
Fonte: Edenevalo Alves
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