Operações em Pernambuco causam mais de R$ 22 milhões em prejuízos ao crime organizado

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Operações em Pernambuco causam mais de R$ 22 milhões em prejuízos ao crime organizado

Mais de R$ 22 milhões em prejuízos às organizações criminosas foram contabilizados durante as operações Protetor das Divisas e Protetor das Fronteiras, realizadas pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) entre 11 de maio e 8 de agosto deste ano.

As ações fizeram parte do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado e reuniram forças de segurança de Pernambuco, dos cinco estados que fazem divisa com o território pernambucano e do Governo Federal.

Ao longo dos 90 dias de atuação, foram registradas 531 prisões e apreensões de adolescentes, além da apreensão de 131 armas de fogo, 10.907 munições e mais de 70 quilos de entorpecentes.

A estratégia teve como objetivo reforçar a fiscalização nas divisas e nas principais rotas utilizadas para a circulação de drogas, armas e munições. As ações combinaram trabalho de inteligência, policiamento ostensivo, bloqueios, fiscalização e medidas voltadas ao patrimônio das organizações criminosas.

Ações nas divisas

A Operação Protetor das Divisas concentrou as atividades nos limites de Pernambuco com Bahia, Ceará, Alagoas, Paraíba e Piauí. Ao todo, 2.130 agentes de segurança pública participaram da operação.

Durante os trabalhos, a Polícia Militar de Pernambuco realizou 674 bloqueios, barreiras e blitzes, abordou 7.944 pessoas e fiscalizou 3.028 veículos. Também foram recuperados 15 veículos com registros de roubo ou furto.

Já a Polícia Civil cumpriu 249 mandados de busca e apreensão e 365 mandados de prisão. A corporação ainda instaurou 47 inquéritos e concluiu 12 investigações.

O setor de Inteligência atuou na identificação de alvos e no mapeamento de facções, lideranças e rotas utilizadas pelas organizações criminosas.

Fiscalização das rotas interestaduais

A Operação Protetor das Fronteiras teve como foco as principais rotas interestaduais que passam por Pernambuco, incluindo as BRs 232, 116, 316, 101 e 428, além do eixo do Rio São Francisco.

A ação resultou em 136 prisões e apreensões de adolescentes, 27 armas de fogo e nove meios de transporte, além da apreensão de entorpecentes.

As operações contaram com recursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para o pagamento das diárias dos agentes envolvidos.

Bloqueio de recursos

Além das prisões e apreensões, as forças de segurança também buscaram atingir a estrutura financeira das organizações criminosas.

Durante as ações, foram solicitados bloqueios de valores superiores a R$ 105 milhões que estariam vinculados a estruturas criminosas.

A atuação contou ainda com parceria entre a SDS e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), incluindo o uso de sistemas de monitoramento eletrônico que abrangem aproximadamente 1.700 pontos.

Segundo o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, o trabalho foi baseado em planejamento, inteligência e integração entre as forças de segurança, com atuação voltada tanto à repressão das atividades criminosas quanto à identificação de seus integrantes, rotas e recursos financeiros.

Fonte: Carlos Britto

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Ana

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