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Pernambuco soma média de 11 denúncias mensais de trabalho análogo à escravidão em 2025
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Pernambuco soma média de 11 denúncias mensais de trabalho análogo à escravidão em 2025
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registrou 141 denúncias de trabalho análogo à escravidão em Pernambuco ao longo de 2025. O número, ainda preliminar, corresponde a uma média de cerca de 11 denúncias por mês no estado.
Em âmbito nacional, o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos contabilizou 4.516 denúncias de trabalho escravo no mesmo período. O total representa um aumento de 14% em relação a 2024, quando foram registradas 3.959 notificações.
Em Pernambuco, porém, os dados indicam leve redução. Em 2024, o estado havia registrado 145 denúncias, o que aponta queda de 2,7% no comparativo anual.
São Paulo lidera o número de denúncias no país, com 1.129 registros, seguido por Minas Gerais, com 679, e pelo Rio de Janeiro, com 364. Em nível nacional, 2025 marcou o quarto ano consecutivo de recorde no número de denúncias, após 3.430 registros em 2023, 2.084 em 2022 e 1.918 em 2021.
Segundo o Painel de Monitoramento da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), 78 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho análogo à escravidão em Pernambuco em 2025, durante seis forças-tarefas. Em 2024, foram registrados 81 resgates no estado, em três operações.
Entre as ações realizadas em 2025 estão resgates ocorridos nos municípios de Exu e Parnamirim, no Sertão pernambucano, entre os meses de outubro e novembro. De acordo com relatórios oficiais, os trabalhadores viviam em barracos de lona e madeira, sem acesso a banheiros, água potável ou chuveiros. As condições incluíam colchões deteriorados e preparo de alimentos em fogões improvisados, com as refeições feitas no chão.
Também em novembro, uma empregada doméstica de 54 anos foi resgatada em uma residência no Recife. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ela não recebia salário, tinha restrições para sair do local e sofria intimidações por parte dos empregadores.
Em agosto, outros 48 trabalhadores foram identificados em situação de trabalho escravo em alojamentos ligados a três empresas em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no Litoral Sul do estado.
Fonte: Diário de Pernambuco
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