Raquel Lyra tem 44% e João Campos 36% em pesquisa para o governo de Pernambuco

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Raquel Lyra tem 44% e João Campos 36% em pesquisa para o governo de Pernambuco

A disputa pelo governo de Pernambuco começa a apresentar um cenário mais definido na primeira pesquisa Quaest divulgada durante a atual corrida eleitoral. Raquel Lyra (PSD) aparece com 44% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) registra 36% no levantamento estimulado.

O resultado foi divulgado nesta terça-feira (25) e considera as respostas de 1.302 eleitores pernambucanos com 16 anos ou mais. A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de agosto, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Além de Raquel e João, Ivan Moraes (PSOL) aparece com 1%. Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP), Victor Assis (PCO), Guilherme Fonseca (PSTU) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) registraram 0%. Outros 7% afirmaram que votariam em branco ou nulo ou que não pretendem votar, enquanto 12% permanecem indecisos.

Cenário espontâneo

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra também mantém a primeira colocação. A governadora soma 33%, contra 22% de João Campos.

Outros nomes foram citados por 1% dos entrevistados. O percentual de indecisos chega a 40%, enquanto 4% afirmaram que votarão em branco ou nulo ou não pretendem votar.

A pesquisa também aponta que a maior parte do eleitorado já considera sua escolha definida: 72% dizem que não pretendem mudar de voto. Outros 27% admitem que ainda podem mudar de posição até a eleição, marcada para 4 de outubro, e 1% não soube ou não respondeu.

Disputa em eventual segundo turno

A Quaest também simulou uma segunda etapa entre Raquel Lyra e João Campos. Nesse cenário, a governadora aparece com 47%, enquanto o prefeito do Recife registra 37%.

Os indecisos representam 9% e outros 7% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos.

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o desempenho de Raquel está relacionado à avaliação positiva de sua administração. Na pesquisa, 68% dos entrevistados aprovam o governo estadual, enquanto 24% desaprovam.

O que o eleitor espera do próximo governo

Sobre os rumos que Pernambuco deveria tomar, 41% dos entrevistados defendem que o próximo governador dê continuidade ao trabalho atual. Outros 31% preferem mudanças apenas nos pontos considerados insatisfatórios, enquanto 23% acreditam que o Estado precisa passar por uma mudança completa.

Na avaliação sobre alianças políticas, 50% preferem um governador aliado de Lula, enquanto 29% optam por um nome independente. Outros 17% gostariam de um governador alinhado a Flávio Bolsonaro.

O apoio de Lula é apontado como fator que aumenta a possibilidade de voto para 34% dos entrevistados. Para 44%, esse apoio não altera a decisão, enquanto 18% dizem que ele diminui a chance de votar no candidato apoiado pelo presidente.

Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a intenção de voto para 15%, não faz diferença para 47% e reduz a possibilidade de voto para 34%.

Saúde aparece como principal problema

Entre os temas apontados como principais problemas de Pernambuco, a saúde lidera, com 33% das citações. A violência aparece na segunda posição, com 21%.

Corrupção, desemprego e educação foram mencionados por 5% cada. Infraestrutura teve 4%, enquanto economia e pobreza ou desigualdade registraram 3% cada. Enchentes foram citadas por 2% dos entrevistados.

Rejeição e avaliação do governo

João Campos apresenta índice de rejeição de 40%, considerando os eleitores que afirmam conhecê-lo, mas dizem que não votariam nele. Raquel Lyra aparece com 34% nesse mesmo indicador.

Entre os demais candidatos, os percentuais de conhecimento são consideravelmente menores. Renan Hallais, por exemplo, é desconhecido por 84% dos entrevistados, enquanto 13% afirmam conhecê-lo e não votariam nele.

A administração estadual também apresenta avaliação predominantemente positiva. Além dos 68% de aprovação, 46% classificam o governo como positivo, 33% como regular e 16% como negativo.

Questionados diretamente se Raquel Lyra merece ser reeleita, 61% responderam que sim, enquanto 33% disseram que não. Outros 6% não souberam ou não responderam.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-07828/2026.

Fonte: G1

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Ana

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