Tornozeleira desligada leva à expedição de mandado de prisão contra Oruam

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Tornozeleira desligada leva à expedição de mandado de prisão contra Oruam

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é alvo de mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e passou a ser considerado foragido. A medida foi adotada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cancelar a decisão liminar que permitia que ele respondesse ao processo em liberdade.

A revogação foi determinada na segunda-feira (2) pelo ministro Joel Ilan Paciornik. Na decisão, o magistrado apontou descumprimento repetido das medidas cautelares, especialmente no que diz respeito ao uso da tornozeleira eletrônica.

Dados da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) indicam que o monitoramento começou em 30 de setembro. Desde 1º de novembro, foram registradas 66 ocorrências de violação, sendo 21 classificadas como graves apenas em 2026. A maior parte dos registros está ligada à falta de recarga da bateria do equipamento.

Em 9 de dezembro, o artista compareceu à Central de Monitoração Eletrônica para substituir a tornozeleira. O dispositivo retirado foi encaminhado para análise técnica, que identificou dano eletrônico possivelmente causado por alto impacto. Mesmo após a troca, o novo aparelho voltou a apresentar falhas relacionadas à ausência de carregamento e está descarregado desde 1º de fevereiro, o que inviabiliza o acompanhamento da medida.

As ocorrências foram comunicadas periodicamente ao Judiciário por meio de relatórios enviados à 3ª Vara Criminal. Ao restabelecer a prisão preventiva, o ministro do STJ avaliou que o histórico compromete a efetividade das cautelares anteriormente impostas.

Com a decisão, a juíza Tulla Correa de Mello determinou a expedição imediata do mandado, com validade equivalente à ordem anterior. Policiais civis realizam diligências em endereços ligados ao cantor, mas ele ainda não foi localizado.

A defesa afirma que os problemas no monitoramento foram de natureza técnica e sustenta que não houve intenção de descumprir determinações judiciais.

O caso tem origem em episódio ocorrido em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste do Rio de Janeiro. Conforme denúncia do Ministério Público, o rapper e outras pessoas são acusados de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam mandado de busca e apreensão no imóvel. Segundo os agentes, pedras teriam sido arremessadas do andar superior da residência durante a ação.

Fonte: CNN Brasil

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Ana

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