Brasil avalia próximos passos diante da crise venezuelana e prioriza evitar escalada para guerra civil

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Brasil avalia próximos passos diante da crise venezuelana e prioriza evitar escalada para guerra civil

Integrantes da área internacional do Palácio do Planalto aguardam o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brasília, previsto para esta terça-feira (6), para definir as linhas de atuação diante da crise na Venezuela. Lula permanece temporariamente na base da Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, onde passou as festas de fim de ano.

No Itamaraty, a leitura é de que o presidente pode buscar contatos de alto nível tanto com o governo dos EUA, representado pelo presidente Donald Trump, quanto com Delcy Rodríguez, que exerce interinamente a Presidência venezuelana. A diplomacia brasileira acompanha o desdobramento com cautela diante do agravamento das tensões internacionais.

No último fim de semana, a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, confirmou o reconhecimento brasileiro de Delcy Rodríguez como líder interina da Venezuela. O Brasil já havia sinalizado, em conversas anteriores entre Lula e Trump e em nota oficial, a disposição de atuar como mediador entre EUA e Venezuela.

No entanto, interlocutores do Planalto ressaltam que a prioridade atual é impedir que a crise evolua para um conflito interno de grandes proporções. A ideia é evitar que a Venezuela se torne um “barril de pólvora” ou mergulhe em uma guerra civil.

A escalada ganhou corpo após uma operação militar nos EUA na madrugada de sábado, que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua transferência para uma unidade de detenção em Nova York. Em resposta, Lula convocou uma reunião ministerial e, em pronunciamento oficial, classificou a ação como violação à soberania venezuelana, afirmando que os bombardeios e a captura ultrapassam uma linha inaceitável.

Ontem, o Brasil reiterou sua posição no Conselho de Segurança da ONU, com o embaixador Sérgio Danese condenando a intervenção e destacando que não se pode aceitar a lógica de que “os fins justificam os meios”, por abrir precedentes perigosos e enfraquecer o respeito às soberanias nacionais.

Fonte: Folha PE

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Max

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