Com ameaça de prisão iminente, Bolsonaro mira prisão domiciliar e costura base para 2026

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Com ameaça de prisão iminente, Bolsonaro mira prisão domiciliar e costura base para 2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir até o fim do mês sobre a execução da pena do ex‑presidente Jair Bolsonaro. Na sexta (7), começam a ser julgados os embargos de declaração — último recurso disponível — que terão prazo de cinco dias para outras impugnações, antes do trânsito em julgado e da ordem de cumprimento da pena.

Ao contrário das previsões de aliados que anunciavam cenas de tumulto, o país dá sinais de calma: não se observa mobilização de massa nem distúrbios nas ruas. Internamente, contudo, houve mudança de estratégia no entorno de Bolsonaro. A proposta de anistia, tratada como saída no Congresso por meses, está travada e sem apoio político, especialmente após a operação policial no Rio, que reposicionou governadores de direita e a pauta da oposição, enterrando a ideia de associá‑la à chamada PEC da Blindagem.

Com a anistia praticamente descartada, aliados concentram esforços em tentar obter prisão domiciliar para Bolsonaro. O governo do Distrito Federal, liderado por Ibaneis Rocha — aliado histórico e possível companheiro de chapa de Michelle Bolsonaro ao Senado — solicitou ao STF perícia médica para avaliar se o ex‑presidente teria condições de cumprir pena na Penitenciária da Papuda. A manobra busca evitar a entrada de Bolsonaro na prisão e abrir caminho para novo pedido de prisão domiciliar com base em atestado de saúde.

Paralelamente, o ex‑presidente intensifica articulações eleitorais para 2026. Com datas definidas para o esgotamento de seus recursos, Bolsonaro tem recebido em sua residência lideranças regionais para alinhar candidaturas ao Senado e consolidar uma estratégia de longo prazo que inclui a intenção declarada de tentar derrubar ministros do STF no futuro. A movimentação também visa criar condições para pedidos de revisão criminal, contando com eventual mudança de composição ou conjuntura na Corte.

A entrevista de Eduardo Bolsonaro ao podcast Market Makers evidenciou essa adaptação de roteiro: reconheceu, nas entrelinhas, a possibilidade de prisão do pai e tentou projetar uma narrativa de resistência política e retorno futuro, citando exemplos de figuras que voltaram à cena pública após adversidades.

No curto prazo, diante das tentativas fracassadas de pressionar o Judiciário, parece ter prevalecido a convicção entre aliados de que a condenação e o início do cumprimento da pena são irreversíveis. Isso se reflete na ausência de grandes manifestações — os domingos anteriores ao trânsito em julgado não vêm registrando as concentrações massivas que se esperavam — o que analistas interpretam como um sinal de normalidade institucional e uma vitória para o funcionamento das instituições democráticas.

Fonte: Estadão

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Redação

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