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Eleições de 2026: Polarização entre Raquel Lyra e João Campos Mantém a Direita Brasileira em Expectativa e Sem Movimento Claro
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Eleições de 2026: Polarização entre Raquel Lyra e João Campos Mantém a Direita Brasileira em Expectativa e Sem Movimento Claro
Enquanto o cenário nacional já começa a se desenhar com diversos nomes cotados para disputar a presidência em 2026 — como Tarcísio de Freitas, Eduardo Bolsonaro e Michelle Bolsonaro — a cena política de Pernambuco permanece marcada por uma certa inércia dentro do espectro de direita. Isso ocorre, principalmente, devido à forte polarização instalada entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
No âmbito nacional, nomes como os governadores Romeu Zema (Governo de Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás) já manifestaram interesse na disputa presidencial, além de outros nomes ligados ao bolsonarismo. No entanto, em Pernambuco, o grupo de direita parece preferir aguardar o desfecho da disputa entre Raquel e João, sem lançar candidaturas próprias ou movimentar-se de forma significativa.
Um dos partidos mais considerados para entrar na briga seria o Partido Liberal (PL), liderado no estado por Anderson Ferreira. Contudo, Jair Bolsonaro já admitiu que a legenda ainda não possui força suficiente para enfrentar a polarização local. “Como não temos um partido forte aqui no estado para uma eventual eleição ao governo, podemos pensar em coligações ou acordos”, afirmou o ex-presidente em fevereiro.
Anderson Ferreira, que tentou disputar o governo estadual em 2022 e terminou na terceira colocação atrás de Raquel Lyra, tem afirmado que as discussões sobre eleições só devem acontecer no próximo ano. Desde que deixou a prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, ele vinha apoiando Raquel inicialmente, mas acabou se distanciando do governo estadual até reaproximar-se durante sua filiação ao PSD em março passado. Apesar disso, ele reforça que sua prioridade é focar nas eleições municipais do próximo ano.
Outro nome considerado é o do ex-ministro Gilson Machado (PL), que disputou a prefeitura do Recife em 2024. Como braço direito de Bolsonaro no estado, ele foi orientado pelo ex-presidente a buscar uma vaga no Senado estadual. Jair Bolsonaro já sinalizou que essa será sua prioridade para Gilson Machado.
A aliança entre Bolsonaro e Raquel Lyra também é vista como possível, dado o apoio do presidente estadual do PL e alguns deputados estaduais à governadora — embora haja resistência por parte de figuras opositoras dentro da legenda. O apoio ao nome de Raquel poderia ser facilitado pela relação com Bolsonaro; contudo, a possibilidade de ela ter Lula no palanque também complica essa equação. Assim, o PL pode optar por permanecer neutro ou lançar um nome alternativo na corrida presidencial. Rumores apontaram o jornalista Joslei Cardinot como uma possível candidatura alternativa, mas ele já declarou que não pretende participar das eleições.
Outros partidos de direita também estão avaliando suas estratégias. O Partido Novo deve concentrar seus esforços nas eleições proporcionais do próximo ano e deixar para decidir sobre uma eventual candidatura ao governo apenas em 2025. Segundo Técio Telles, presidente estadual da legenda, a prioridade é montar uma nominata forte para deputados federais e estaduais.
Já o PTB teve um candidato na última eleição — Pastor Wellington — que obteve apenas 0,16% dos votos. Após fusão com o Patriota em 2023 e criação do PRD, o partido declarou independência das alianças estaduais atuais e ainda não anunciou um nome definido para 2026. Quanto ao União Brasil, que apoiou Miguel Coelho na eleição passada, atualmente apoia João Campos — embora seja improvável que lance candidato próprio neste pleito.
Raquel Lyra x João Campos: Cenários Divergentes
Enquanto os grupos políticos tradicionais permanecem na expectativa ou aguardam definições futuras na disputa pelo Palácio das Princesas, as candidaturas já começam a se consolidar no cenário nacional. A governadora Raquel Lyra vem se consolidando como candidata natural à reeleição após migrar do PSDB para o PSD — partido onde já conta com apoio de mais de 60 prefeitos pelo estado.
Por outro lado, João Campos ainda não confirmou oficialmente sua intenção de disputar o governo estadual. Ele assumiu recentemente a presidência nacional do PSB e recebeu apoio do PSDB local — representado pelo novo presidente da sigla em Pernambuco, deputado Álvaro Porto.
O PT aparece dividido: há um grupo apoiando João Campos devido à aliança nacional entre os partidos; enquanto outra ala liderada pelo ex-prefeito João Paulo mantém seu apoio à Raquel Lyra. O futuro da legenda dependerá das decisões tomadas pela direção nacional e possivelmente até mesmo da posição do presidente Lula na estratégia eleitoral estadual.
Além disso, o PSOL oficializou sua pré-candidatura com Ivan Moraes ao governo pernambucano. Moraes critica as candidaturas tradicionais por serem conservadoras demais e afirma que as opções atuais representam apenas continuidade das políticas existentes: “Raquel e João defendem projetos semelhantes; ambos buscam apenas manter suas bases de poder”, afirmou.
Assim como no cenário federal e estadual se delineiam estratégias distintas ou permanecem na espera por definições concretas, as próximas semanas deverão trazer novidades importantes sobre os rumos das candidaturas em Pernambuco rumo às eleições de 2026.
Fonte: Jornal do Commercio
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