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Governo aposta que acordo entre Mercosul e UE entre em vigor ainda em 2026, diz Alckmin
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Governo aposta que acordo entre Mercosul e UE entre em vigor ainda em 2026, diz Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (9) que o acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado nos próximos dias e que o governo brasileiro espera que entre em vigência ainda neste ano de 2026. Para isso, é necessário que o Parlamento Europeu e os Congressos dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) aprovem o pacto, processo conhecido como “internalização”.
Alckmin ressaltou que a sociedade tende a se beneficiar com produtos mais acessíveis e de maior qualidade. “Se o Congresso brasileiro aprovar no primeiro semestre, não dependeremos apenas da Argentina, Paraguai e Uruguai para já entrar em vigor”, disse o vice-presidente.
Em relação a emprego e investimentos, ele destacou o potencial de ganhos para o Brasil, com maior fluxo de investimentos europeus na região e entre os países do Mercosul, além de mais capital brasileiro na Europa. O tema, reforçou, fortalece o multilateralismo diante do cenário global de isolamento.
Para ilustrar o alcance do acordo, ele lembrou que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. A soma de exportações e importações com a UE atingiu US$ 100 bilhões no ano anterior. Apenas a indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para a UE, com alta de 5,4% no setor, em comparação ao crecimiento global de 3,8%. Segundo ele, UE foi um dos principais destinos das exportações de 22 estados brasileiros no ano passado, e cerca de 30% dos exportadores brasileiros já vendem para aquele bloco, somando mais de 9 mil empresas, que empregam mais de três milhões de trabalhadores.
Sustentabilidade também aparece como gancho do acordo, que deve estabelecer regras comerciais e compromissos para combate às mudanças climáticas, gerando ambiente de ganhos mútuos. Alckmin classificou o acordo como relevante diante do atual contexto geopolítico, marcado por instabilidade e conflitos, afirmando que o caminho aberto é de comércio com regras, abertura e fortalecimento do multilateralismo.
Decisão histórica: a aprovação do acordo UE-Mercosul foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o respaldo de grande parte dos países da UE. Ela descreveu a decisão como histórica e reiterou o objetivo de fomentar crescimento, empregos e proteção aos consumidores e às empresas europeias.
Fonte: Folha PE
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