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Investigação contra Miguel Coelho amplia tensão na base de Raquel Lyra
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Investigação contra Miguel Coelho amplia tensão na base de Raquel Lyra
A montagem da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) para as eleições em Pernambuco ganhou um novo capítulo de tensão. A possível indicação do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) para disputar uma das vagas ao Senado tem provocado divergências entre os partidos que integram a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
Nos bastidores, integrantes do PP avaliam que a presença de Miguel na chapa pode gerar desgaste político em razão da investigação conduzida pela Polícia Federal sobre um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares e fraudes em licitações realizadas durante sua gestão à frente da Prefeitura de Petrolina.
Diante desse cenário, lideranças do partido demonstram resistência à composição e não descartam retirar o apoio à candidatura de Raquel Lyra caso o nome do ex-prefeito seja confirmado. Com isso, a federação poderá reavaliar seu posicionamento na disputa pelo Governo de Pernambuco.
A possibilidade de Miguel integrar a chapa foi reforçada pelo próprio ex-prefeito, que afirmou, em entrevista, que deverá ser apresentado oficialmente como candidato ao Senado ao lado do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), também cotado para a disputa.
A definição depende do entendimento entre União Brasil e PP, que, por integrarem uma federação, precisam chegar a um consenso sobre as candidaturas. Caso não haja acordo no estado, a decisão poderá ser levada às direções nacionais das duas siglas.
Miguel Coelho é investigado no âmbito da Operação Vassalos, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares e irregularidades em contratos de pavimentação em Petrolina. Também são investigados o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, pai de Miguel, o deputado federal Fernando Coelho Filho e outros agentes públicos e empresários.
O ex-prefeito nega qualquer irregularidade. Em manifestações públicas, afirma que a investigação tem motivação política, destaca que as contas de sua administração foram aprovadas pelos órgãos de controle e sustenta que parte dos fatos apurados já foi arquivada pelo STF.
Enquanto busca consolidar sua chapa, Raquel Lyra também tenta manter a base de apoio unificada após perder, nas últimas semanas, o respaldo de partidos que passaram a integrar o projeto político do adversário João Campos (PSB).
Fonte: Metrópoles
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