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Novo Atacarejo é condenado a indenizar funcionária que urinou na roupa após restrição ao banheiro
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Novo Atacarejo é condenado a indenizar funcionária que urinou na roupa após restrição ao banheiro
Uma decisão da Justiça do Trabalho confirmou a condenação da Novo Atacado Comércio de Alimentos Ltda., responsável pela rede Novo Atacarejo, ao pagamento de indenização por danos morais a uma ex-operadora de caixa que sofreu constrangimentos após ser impedida de utilizar o banheiro durante o expediente.
O episódio ocorreu em agosto de 2025, na unidade da empresa localizada em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Conforme consta na ação trabalhista, a funcionária solicitou diversas vezes autorização para deixar o caixa e ir ao sanitário, mas não recebeu a liberação a tempo, acabando por urinar nas próprias roupas no local de trabalho.
Segundo o processo, a situação rapidamente se espalhou entre os funcionários e passou a gerar constrangimentos. A trabalhadora relatou que foi alvo de brincadeiras e apelidos ofensivos, o que agravou os danos sofridos.
Durante a instrução do caso, uma testemunha afirmou que era comum os empregados aguardarem entre 40 e 50 minutos para conseguir autorização para usar o banheiro. Na decisão, o juiz substituto Gilberto Oliveira Freitas, da Vara Única do Trabalho de São Lourenço da Mata, considerou esse tempo incompatível com a preservação da saúde e da dignidade do trabalhador.
Após a condenação em primeira instância, a empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6), pedindo a exclusão da indenização por danos morais ou, alternativamente, a redução do valor fixado. No entanto, a Segunda Turma do tribunal manteve a sentença.
Com isso, a rede deverá pagar R$ 10 mil por danos morais, além de honorários advocatícios, totalizando R$ 11.586,29.
O advogado da ex-funcionária informou que avalia recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para buscar o aumento da indenização. Na avaliação dele, o valor definido não corresponde à gravidade do constrangimento sofrido nem à capacidade financeira da empresa.
Em nota, o Novo Atacarejo afirmou que atua com base no respeito aos colaboradores, na dignidade e em boas práticas de gestão. A empresa declarou ainda que o episódio descrito no processo não representa sua cultura organizacional nem suas diretrizes institucionais.
Fonte: Diário de Pernambuco
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