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Operação contra lavagem de dinheiro cumpre mandados em seis cidades de Pernambuco
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Operação contra lavagem de dinheiro cumpre mandados em seis cidades de Pernambuco
Quatorze pessoas foram presas nesta terça-feira (1º) durante uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A Operação Vicinitas foi realizada em quatro estados, incluindo Pernambuco.
A ação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE) e conta com a participação de diferentes forças de segurança. Ao todo, foram expedidos 23 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão.
Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados. Até as 18h04 desta terça-feira, nove pessoas ainda eram consideradas foragidas.
O balanço parcial divulgado pela Polícia Federal aponta a apreensão de R$ 3.385.636 em dinheiro, duas armas de fogo, munições dos calibres 9 mm e .12 e cinco veículos de luxo.
Mandados em Pernambuco
Em Pernambuco, a operação cumpriu ordens judiciais em Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó, Arcoverde, Belém do São Francisco, Petrolina e Carnaubeira da Penha.
Também houve ações em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras e Barra dos Coqueiros, em Sergipe; Senhor do Bonfim, na Bahia; e Cabedelo, na Paraíba.
Investigação começou após apreensão de maconha
As investigações tiveram início em julho de 2025, depois que três pessoas foram presas em flagrante transportando aproximadamente 110 quilos de flores de maconha em Frei Paulo, em Sergipe. Na ocasião, os suspeitos estavam em três veículos.
A partir da apuração, os investigadores identificaram indícios de um esquema voltado à ocultação e dissimulação de dinheiro obtido com atividades criminosas. Entre as práticas apontadas estão o uso de contas bancárias de terceiros e a realização de depósitos em valores fracionados.
Os investigadores também encontraram indícios de patrimônio incompatível com a renda declarada por um dos alvos. Entre os bens identificados estão um imóvel em um condomínio de alto padrão e veículos de luxo.
Conforme as investigações, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2025 e 2026.
A FICCO/SE reúne integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), com atuação conjunta no enfrentamento às organizações criminosas.
Fonte: G1
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