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Recife e Brasília registram atos em defesa de políticas de proteção às mulheres
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Recife e Brasília registram atos em defesa de políticas de proteção às mulheres
No domingo (7), manifestações em diferentes capitais do país reuniram mulheres, autoridades e militantes em atos pelo combate ao feminicídio e à violência de gênero. As manifestações ocorreram após uma série de casos recentes de feminicídio que chocaram o país, como o assassinato de Tainara Souza Santos em novembro, a morte de duas funcionárias do Cefet-RJ e o caso da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos em Brasília.
No Recife, a Marcha das Mulheres ocupou a rua da Aurora, com participação de vereadoras, deputadas estaduais e federais, além de representantes de movimentos feministas e cidadãos solidários à causa. A deputada estadual Dani Portela afirmou que “precisamos de medidas preventivas e para isso precisa de orçamento. Não se salva a vida das mulheres sem políticas transversais de saúde, educação, moradia, mas principalmente educação, geração de emprego e renda especificamente para mulheres em situação de vulnerabilidade e violência doméstica”.
A vereadora do Recife, Kari Santos, reforçou que a mobilização é também um ato de afirmação da presença das mulheres na sociedade: “Nós somos vítimas da violência política de gênero, nós somos vítimas da misoginia, do feminicídio. São os nossos corpos que são violentados, que são abusados, que são mortos e chegou o momento de ocuparmos o espaço que é nosso. Hoje é o momento de luta, de reivindicação e que estamos aqui para dizer basta ao feminicídio”.
Enquanto isso, em Brasília, o ato Levante Mulheres Vivas reuniu seis ministras do governo federal, o ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias e a primeira-dama Janja Lula da Silva. Sob chuva, o grupo pediu penas mais duras para crimes de feminicídio e políticas públicas que garantam igualdade de oportunidades e proteção para as mulheres. Entre as ministras presentes estavam Márcia Lopes (Ministra das Mulheres), Gleisi Hoffmann (Ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais), Anielle Franco (Ministra da Igualdade Racial), Sônia Guajajara (Ministra dos Povos Indígenas), Luciana Santos (Ministra da Ciência e Tecnologia) e Esther Dweck (Ministra da Gestão e Inovação).
A ministra Sônia Guajajara destacou que a violência contra mulheres indígenas continua invisível e muitas vezes fora das estatísticas: “Essa violência que a gente vê hoje em redes sociais, em noticiários, nos territórios indígenas acontece igualmente e nem notícia vira. Elas continuam no anonimato e ainda nem estatística viraram.”
A primeira-dama Janja Lula da Silva ressaltou a urgência de medidas mais rígidas contra o feminicídio e defendeu ações que garantam a proteção das mulheres: “Que hoje seja um dia que fique marcado na história desse movimento das mulheres pelo Brasil. A gente precisa de penas mais duras para o feminicídio. Não é possível um homem matar uma mulher e, uma semana depois, estar na rua para matar outra. Isso não pode acontecer”.
Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras sofreram violência doméstica nos últimos 12 meses. Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídio, com média de quatro assassinatos por dia, e em 2025 o país já registrou mais de 1.180 casos.
Os atos deste domingo reforçam a mobilização das mulheres e da sociedade civil para exigir políticas efetivas, proteção legal e a conscientização de que a violência de gênero precisa ser combatida de forma urgente e contínua.
Fonte: Folha de Pernambuco
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