Simepe denuncia problemas na rede municipal de saúde de Petrolina e cobra providências

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Simepe denuncia problemas na rede municipal de saúde de Petrolina e cobra providências

O tamanho de Petrolina e a estrutura disponível na rede municipal de saúde foram colocados em discussão pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe). Em uma série de publicações, a entidade chamou atenção para lacunas que, segundo o sindicato, precisam ser enfrentadas pela gestão municipal.

Entre os pontos destacados está a ausência de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) municipal. De acordo com o Simepe, Petrolina possui 418.444 habitantes, conforme dados oficiais do IBGE, e não conta com uma unidade desse tipo administrada pelo município.

A entidade também menciona os parâmetros do Ministério da Saúde para as UPAs. Segundo o sindicato, uma unidade de Porte III é destinada a regiões com população entre 200 mil e 300 mil habitantes, com capacidade para até 450 atendimentos por dia e pelo menos 15 leitos de observação.

Para o Simepe, o cenário representa uma lacuna na organização da assistência de urgência e emergência da cidade, podendo contribuir para a sobrecarga dos serviços que já integram a rede.

Sindicato cita problemas de infraestrutura

Em outra publicação, o Simepe também fez críticas às condições encontradas na rede municipal de saúde. A entidade afirma ter identificado problemas relacionados à infraestrutura, equipamentos, infiltrações e presença de mofo, além de equipes que considera insuficientes para atender às demandas.

Segundo o sindicato, essas situações não atingem apenas os profissionais que trabalham nas unidades, mas também podem interferir na assistência prestada aos pacientes.

A entidade afirma ainda que tem buscado estabelecer diálogo com a administração municipal para apresentar as demandas da categoria e discutir possíveis soluções. Conforme o Simepe, porém, não teria sido possível avançar em um diálogo considerado efetivo para solucionar os problemas apontados.

Falta de maternidade e pronto-socorro municipal

O sindicato também chamou atenção para a ausência de uma maternidade municipal e de um pronto-socorro municipal em Petrolina.

Na avaliação apresentada pela entidade, a falta de uma estrutura própria para assistência materna aumenta a pressão sobre os serviços disponíveis e pode dificultar o atendimento de gestantes e recém-nascidos.

O Simepe defende que uma cidade com o porte populacional e a importância econômica de Petrolina tenha uma rede pública de saúde compatível com as necessidades da população.

A entidade encerrou as publicações cobrando medidas concretas da gestão municipal para melhorar a estrutura dos serviços, as condições de trabalho dos profissionais e a assistência oferecida aos moradores.

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Ana

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